APDL leva a digitalização da Via Navegável do Douro até à fronteira com o projeto DUVA
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Projeto transfronteiriço de 2,3 milhões de euros quer transformar os cais de Barca d’Alva e Vega Terrón em destinos inteligentes e sustentáveis

 

A APDL participou, a 28 de outubro, na apresentação pública do projeto DUVA – Duero/Douro: Verde y Azul, que decorreu em Barca d’Alva, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. A APDL esteve representada pelo Vogal do Conselho de Administração, Dr. Paulo Moreira dos Santos, ao lado do Presidente da Diputación de Salamanca, David Mingo, do Presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, Carlos Condesso, e do Alcalde de La Fregeneda, Manuel Alonso.

 

O DUVA é um projeto de cooperação transfronteiriça cofinanciado pela União Europeia, através do FEDER, no âmbito do programa Interreg VI-A Espanha-Portugal (POCTEP 2021-2027). Junta a APDL, a Diputación de Salamanca, a Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo e o Ayuntamiento de La Fregeneda. Irá decorrer entre 2026 e 2028, com um orçamento total de 2.335.622,88 euros.

Em 2024, os cais de Barca d’Alva e de Vega Terrón receberam mais de 180 mil visitantes, entre cruzeiros fluviais e o Camino de Hierro. Só Barca d’Alva registou 940 atracações e mais de 120 mil passageiros. O DUVA quer valorizar este movimento e afirmar os dois cais como destinos inteligentes e sustentáveis, capazes de gerar atividade económica nos dois lados da fronteira.

O projeto organiza-se em três atividades principais: a digitalização do corredor fluvial, coordenada pela APDL; a dinamização turística e económica, coordenada pela Diputación de Salamanca; e a qualificação dos cais e da sua envolvente, coordenada pela Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo.

Para a APDL, o DUVA prolonga a sua missão na Via Navegável do Douro. A APDL coordena a atividade 1 – Destino turístico conectado -, a componente tecnológica do projeto, com um orçamento de 867 mil euros repartido pelos três beneficiários.

Diretamente, a APDL investe no reforço das comunicações de segurança no Douro Superior, com um novo sítio VHF e micro-sites alimentados por energia renovável integrados no RIS Douro, e no levantamento 3D do rio até Vega Terrón, base para um gémeo digital do corredor. A estas infraestruturas junta-se uma rede transfronteiriça de 19 estações de comunicação e 600 sensores para alerta precoce de cheias e incêndios, instalada pelos parceiros dos dois lados da fronteira. O resultado será uma navegação mais segura e dados partilhados entre Portugal e Espanha.

A atividade 2 – Economia ligada ao Douro fluvial -, é coordenada pela Diputación de Salamanca e conta com 265 mil euros. O objetivo é ligar os visitantes à economia local. Inclui um diagnóstico do empreendedorismo e da procura turística, a criação de pelo menos quatro experiências turísticas com produtores locais e um calendário comum de feiras, mercados de produtores e eventos transfronteiriços nos dois cais. A APDL contribui com uma ferramenta de previsão da afluência de passageiros, que permite ao comércio e aos produtores locais antecipar a chegada de visitantes e ajustar a sua oferta.

A atividade 3 – Espaços para o turismo fluvial -, é coordenada pela Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo e conta com cerca de 1 milhão de euros. O objetivo é melhorar as infraestruturas e a experiência nos dois cais. Em Vega Terrón, aumenta a capacidade de atracação e renova o centro de receção e o acesso ao Camino de Hierro. Em Barca d’Alva, transforma o rés-do-chão do posto de turismo num espaço multifuncional e requalifica o passeio ribeirinho do Águeda.

A APDL trabalha há muitos anos com estes parceiros na gestão dos cais de Barca d’Alva e de Vega Terrón. O DUVA dá a essa colaboração um quadro formal e meios adicionais, e reforça o Douro como eixo de ligação entre os dois países, e não como fronteira.